Dentro de seu raciocínio, Isadora quer abrir o portão e trazer os cães para os fundos, onde podem ficar presos, deixando o gambá adentrar nosso quintal e se refugiar nas plantas.

Eu de volta aos chutes e pontapés até que Isadora, minha esposa, sai chorando do carro, incorformada com toda essa cena grotesca.

Foi então que o Belchior conseguiu alcançá-lo, porém o que se ouviu foi o encontro dessas duas forças da natureza: o grito do gambá e o choro do pitbull, ambos mordendo e ferindo um ao outro o quanto possível.

Depois de uns 4 ou 5 chutes no gambá, ele me ameaçava, partindo pra cima de mim e fazendo um barulho com a boca, pra então voltar a tentar escalar a grade do portão até retomar os choques na cerca elétrica.

Do lado de fora, em comecei a ‘chutar’ o gambá: não era na bicuda, mas afastando ele com o pé (calçado no tênis) da grade, pra ver se ele ia embora, voltava pro abacateiro ou pra mangueira dele, mas, não: ele insistia em escalar de novo a grade, pra tomar choque na cerca e tentar […]

Os cachorros, vendo essa insistência do gambá em entrar no quintal, é claro que ficaram muito mais putos: o gambá escalava a grade do portão, tomava choque da cerca elétrica, voltava, e os cachorros pulando em cima dele.

Mas, dessa vez, por algum motivo desconhecido, o gambá insistia em escalar a grade do portão para, tomando choques elétricos da cerca elétrica, tentar entrar no nosso quintal.

Saído do carro, percebi que era o gambá que já vi outras vezes, de noite, subindo ou descendo do abacateiro ou da mangueira que tem em frente de casa.

Principalmente nosso pitbull, Belchior, que, ao contrário de Duduzinho, se mantinha ‘entretido’ com outra coisa além da nossa chegada (sempre um motivo de festejo entre os dois).